Convidamos nossas pesquisadoras a refletir sobre algumas questões!
Agora você conhece um pouco mais sobre elas aqui!

“Eu entendo trabalho como algo mais amplo, mais subjetivo, mais meu do que do outro. Não é sobre ser engrenagem, é sobre ser mola!”
Quem é a Poli?
Jornalista por formação, sou criadora de conteúdo para web na Poli Lopes Produção de Conteúdo e professora de marketing digital.
Também sou Doutora em Processos e Manifestações Culturais e pesquiso as relações entre redes sociais e cultura de massa, com foco nos sujeitos e seus discursos.
O que é trabalho para mim?
Assim como a nossa identidade se define pelo olhar no outro e, normalmente, pelo que “não somos”, muitas vezes eu entendo melhor algo sobre mim quando penso no que ele “não é”. E, pra mim, trabalho não é simplesmente ficar no computador executando tarefas. Também não consigo resumir trabalho aos conteúdos que escrevo, reuniões que participo, relatórios que finalizo. Resumir trabalho ao que eu faço pra pagar as contas, ao meu emprego, ao meu lado empreendedora, só me jogaria na trilha do burnout.
Eu entendo trabalho como algo mais amplo, mais subjetivo, mais meu do que do outro. Não é só sobre resultado e desempenho, mas sobre essência. Não é o que eu faço, mas porque e como eu faço. São as relações que eu mobilizo, as ferramentas que eu ativo, internamente, pra trilhar esse caminho. Se eu fosse usar uma forma mais motivacional, tão em alta no marketing, pra exemplificar esse pensamento, eu diria: não é sobre ser engrenagem, é sobre ser mola!
Como o Coffee and Work tem feito parte da minha vida?
Desde o início, o C&W tem me feito refletir mais sobre essas questões do trabalho e como a prática laboral em si faz parte da minha constituição enquanto sujeito. As provocações que a Gislene faz, seja nas nossas conversas, nos vídeos e nas propostas de interação nos stories, sempre me fazem pensar sobre meu papel no mundo e o impacto do mundo e das pessoas no meu eu.
Sobre o que você vai falar no Coffee and Work Lab?
Eu sou uma pessoa interessada em pessoas. Fiz jornalismo para contar histórias. Hoje, atuo como estrategista de conteúdo e ações em plataformas sociais, ou seja, nesses espaços onde as pessoas se mostram, se relacionam, são felizes e sofrem. Tudo ao mesmo tempo. Então, minha participação aqui vai discutir muito do que e cerca. O impacto da tecnologia na vida das pessoas, a forma como elas se relacionam, se conectam, trabalham, estudam, se divertem, consomem conteúdo…
Quem você quer convidar para estar conosco no laboratório?
Eu acredito que a proposta do C&W é fundamental pra todo mundo que exerce uma atividade laboral, que trabalha, porque é importante entender e refletir sobre como trabalho não é “só” isso, como as nossas práticas impactam em tudo, especialmente na nossa saúde física e mental… Mas eu sei que falar pra todo mundo é meio que falar com ninguém, então hoje eu puxaria a brasa pro meu assado. Povo da Comunicação, vem conversar com a gente. Sabe tudo isso que a gente vem debatendo, como burnout, sociedade do cansaço, culto à performance, metrificação de resultados? Mais do que apontar os problemas, a gente precisa refletir e achar alternativas, soluções…
O que você espera de 2022?
2020 foi o ano do furacão, a pandemia nos trancou em casa (claro, isso remete ao grupo que teve o privilégio de fazer esse isolamento) e nos jogou sem dó no mundo digital. 2021 está sendo o ano do assentamento da poeira, o avanço da vacinação está permitindo uma normalização das atividades. Acredito que 2022 será o ano de juntar tudo isso, caos e ordem, e de nos entendermos enquanto sociedade. E, pra isso, precisamos sim rever vários conceitos, entender as pessoas e a forma como elas passaram a viver depois desses dois anos.